Em defesa dos agentes da Funasa
Agentes contaminados DDT
RUTEMBERG CRISPIM
Os vereadores voltaram a debater, na sessão de ontem, os casos de
contaminação por Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT), que pode ter
causado a morte de 114 funcionários da Fundação Nacional de Saúde
(Funasa) no Acre, desde 1994. Eles querem uma solução urgente para o
problema, já que outras pessoas podem ter sido contaminadas com o
veneno.
As denúncias foram feitas através de matéria publicada no jornal A GAZETA, de autoria da jornalista Dulcinéia Azevedo, onde alguns servidores relatam o sofrimento e a angústia que enfrentam com a contaminação.
O presidente da Câmara de Vereadores, Pedrinho Oliveira (PMN), disse que o problema não pode ficar esquecido, já que envolve a vida de muitas pessoas, que há muito tempo vêm se contaminando sem receber nenhum auxílio.
“Temos que acompanhar de perto esse problema e cobrar uma solução urgente. São muitas pessoas que estão enfrentando inúmeras dificuldades e precisam urgentemente de ajuda. Muitos depoimentos mostram que nada tem sido feito para salvar a vida dessas pessoas, por isso, é nosso dever cobrar providências”, disse Oliveira.
Ele ainda lembrou que é funcionário de carreira da Funasa e que, mesmo trabalhando na parte administrativa, também já foi contaminado pelo DDT, mas que não recebeu apoio para fazer novos exames.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Márcio Batista (PC do B), disse que é importante o envolvimento da bancada federal, já que o problema merece toda atenção, pois envolve a saúde de trabalhadores.
Batista afirmou que vai pedir apoio dos deputados federais da Frente Popular (FPA) para tentar encontrar uma solução rápida para o problema. “Nossos deputados são comprometidos com a saúde da nossa população e certamente não vão medir esforços para resolver esse problema e evitar maiores prejuízos para a saúde dos trabalhadores”, afirmou Batista.
De acordo com as denúncias, mais de 300 funcioná-rios, ainda em atividade, estão apresentando problemas de saúde, em virtude do contato com o inseticida. Mas mesmo assim, não estão recebendo a assistência necessária por parte do Governo Federal, incluindo gastos com medicamentos e indenização por danos morais e materiais sofridos em decorrência da contaminação.






